sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Território de paz, terreno fértil

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sexta-feira, 25 Setembro, 2015 - 15:15
Foto: Tamires Kopp/MDA
A experiência brasileira para o fortalecimento da agricultura familiar pode ajudar países vizinhos a elaborarem políticas que promovam o desenvolvimento rural de seus territórios e contribuam para a soberania alimentar da região. Nos dias 28 e 29 de setembro, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, estará em Bogotá, capital da Colômbia, para apresentar as principais políticas da pasta – que tem como foco justamente a democratização do acesso à terra, a inclusão produtiva e a ampliação de renda da agricultura familiar.
O convite para dialogar com autoridades colombianas partiu da embaixadora do país, Patrícia Cárdenas, em agosto, durante visita ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Na ocasião, Patrus confidenciou que desde que assumiu o ministério, em janeiro deste ano, planejava uma cooperação entre os países.
“Estava em Bogotá quando recebi o convite da presidenta Dilma Rousseff para ser ministro. Lembro que me impressionei muito com a Colômbia e prometi pra mim, trabalhar com afinco por uma maior aproximação entre os dois países”, afirmou.
Apesar do convite para visitar o país ter ocorrido recentemente, a chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial (AIPC/MDA), Cristina Timponi, lembra que desde o ano passado o governo colombiano sinaliza a intenção de dialogar com o Brasil. “O país acredita que as negociações de paz envolvendo as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) possam incentivar os camponeses a voltarem para os seus territórios de origem. Nesse contexto, a experiência brasileira na elaboração de políticas públicas será muito importante”, destacou.
Segundo Timponi, outro aspecto positivo da parceria entre Brasil e Colômbia está relacionado ao esforço dos países latino americanos em estimular a segurança alimentar do continente. “Pautados por princípios de solidariedade e de cooperação, estamos felizes do país estar concluindo negociações de paz. Esperamos que seja um ponto de partida para a que Colômbia possa desenvolver sua agricultura familiar. Assim, teremos mais alimentos saudáveis e de qualidade garantindo a soberania alimentar da região”.
Durante sua agenda na Colômbia, Patrus vai se reunir com os chefes das pastas para Assuntos Agropecuários e Agricultura e Desenvolvimento Rural e com representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Além disso, o ministro participa de painéis sobre políticas de desenvolvimento territorial e acesso a mercados.
O secretário de Desenvolvimento Territorial (SDT/MDA), Humberto Oliveira, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural (MDA/SAF/Dater), Marenilson Batista, e a chefe da AIPC/MDA, também participam da agenda na Colômbia. O evento deve contar, ainda, com a presença de um representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Acordo de paz
Na terça-feira (23), o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) apertaram as mãos e concordaram em chegar a um pacto de paz definitivo, em um prazo máximo de seis meses, para encerrar a guerra mais longa da América Latina.
O acordo prevê a criação de uma jurisdição especial para a paz, formada por magistrados colombianos e estrangeiros, para julgar crimes de integrantes das Farc e do Exército do país. Outra medida, será a entrega das armas pelas Farc, num prazo de até 60 dias.
Agricultura familiar colombiana
De acordo com Cristina Timponi, o governo colombiano acredita que a conciliação com as Farc pode impulsionar a agricultura familiar no país. Dados da FAO indicam que 79% da produção agrícola nacional tem origem nas pequenas propriedades. No entanto, estima-se que 80% da produção familiar é de subsistência – aquela em que o cultivo é voltado para a alimentação da família e não para a comercialização.

Ranyelle Andrade
Ascom/MDA
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