terça-feira, 30 de abril de 2013

Membros do Hezbollah em combate na Síria




Na semana passada, o Regime sírio, com o apoio de combatentes do Hezbollah, conseguiu recuperar diversos locais que estavam sobre o poder das forças rebeldes, especialmente em torno da cidade de al-Qusayr, Homs. Porém vários deles foram mortos.

No último sábado, uma forte batalha ocorreu, entre o  Regime e o Exército Livre da Síria, na região fronteiriça com o Líbano.

Segundo fontes oficiais, que preferiram não se identificar, os rebeldes estão tendo todo o apoio de sauditas, egípcios, jordanianos, e financiados por vários países árabes e pela América.

 O que confirma isso, são pertences dos soldados do Exército Livre sírio, depois que são mortos, os partidários do Regime, verificam os objetos pessoais desses soldados, e encontram documentos, armas, aparelhos especiais, e toda a informação contida em celulares, mostrando a “presença” de outros países nos confrontos da Síria. 

Por outro lado, vários do Hezbollah, também lutando no local, morreram em combate, juntamente com o Regime sírio.

O Comitê de Coordenação Local na Síria, afirmou que nesse dia, seis membros do Hezbollah foram mortos em batalhas, em Homs.

Entre eles estavam: Haidar Mohammed Ayyoub, Hussein Hassan Barakat, um homem da família Al-Salhab, outro da família Tleis, e dois da família al-Saleh.

Nos últimos meses o Hezbollah, anunciou o enterro de vários de seus membros, sem dar detalhes sobre as circunstâncias das mortes. 

Um dos membros oficiais do Hezbollah, Nabil Qaouq, disse que “seu grupo, está realizando um dever nacional, em ajudar os muçulmanos xiitas que estão sendo mortos na Síria”.

De acordo com o Ministro das Relações Exteriores, Adnan Mansour, o Hezbollah está lutando em locais junto há libaneses que lá residem.

Da oposição vários homens também foram mortos e na última semana, o Xeique libanês, Ahmad Assir, também fez um chamado para que os libaneses ou palestinos à favor da oposição síria, se registrem, com seus partidários rumo à Síria.

Al Qaeda, também afirmou que os rebeldes sírios, podem avançar suas operações militares dentro do Líbano, se o Hezbollah, continuar enviando seus combatentes para a Síria.

Os Estados Unidos, desta vez, se posicionou junto aos rebeldes, que são apoiados pela o Al Qaeda.

Em diversos jornais internacionais, foi relatado que os Estados Unidos, tem oferecido secretamente treinamentos militares, na Jordânia, para homens da oposição.

Por outro lado, a Rússia, já indicou que sua posição é a favor do Regime, que recebe apoio do Hezbollah e do Irã.

O Presidente libanês, em seu último discurso no Palácio de Baabda, exortou que “nenhum partido deve entrar nos confrontos sírios”. 

A "Declaração de Baabda," um pacto feito em 2012, para manter o Líbano, a uma distância da turbulência regional, em particular os eventos na Síria não está sendo observado.

Desde 2011, quando estourou os confrontos na Síria, a tensão da região aumentou entre as comunidades no Líbano, e se alastrou pelas fronteiras. Os partidos libaneses, contra ou a favor do Regime, tem participado e interferido na guerra síria, o que certamente representa um grande perigo, ao Líbano.


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
28-04-2013


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